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08 fevereiro, 2007

8,3 milhões foram sondados para vender voto
Um quarto dos eleitores acredita que os governadores aproveitam o cargo para roubar. De acordo com relatório caberia ao TSE ser mais rígido na fiscalização.
Humberto Viana Do G1, em Brasília

Pesquisa divulgada nesta quarta-feira (7) pela ONG Transparência Brasil e pela União Nacional dos Analistas e Técnicos de Finanças e Controle (Unacon) aponta que mais de 8,3 milhões de eleitores foram abordados para vender o voto nas eleições de 2006.

Na última pesquisa, em 2002, apenas 3% do eleitorado recebeu proposta de compra de votos. O número apontado pela pesquisa revela que em 2006 a quantidade de eleitores abordados foi três vezes maior. Esse contingente de eleitores é maior do que a soma de todos os votos depositados dos estados de Roraima, Amapá, Acre, Tocantins, Rondônia, Sergipe, Mato Grosso do Sul, Distrito Federal e Amazonas. O levantamento foi feito em 142 municípios, incluindo regiões metropolitanas e capitais. O questionário abordou compra de votos por oferta de dinheiro ou bem material e uso da máquina.

“Esses dados são alarmantes. Eles mostram que o eleitor foi atingido pela desintegração geral da classe política nos últimos quatro anos”, disse o diretor da Transparência Brasil, Claudio Weber Abramo.

Confiança do eleitor
Os entrevistados também foram questionados a respeito da cobrança de propinas por agentes públicos estaduais durante os mandatos que se encerraram em 2006. O delito foi reportado por 4% dos eleitores. Entre as regiões, a mais afetada é a Nordeste, com 7%, seguida da Norte e Centro Oeste, com 4%, Sudoeste com 3% e Sul com 2%. A pesquisa revela que a grande maioria dos eleitores avalia bem os antigos governadores e tem esperança quanto aos novos, mas aponta que um quarto dos eleitores acredita que os governadores cujos mandatos se encerraram em 2006 aproveitaram o cargo para roubar, e um quinto dos eleitores crê que os novos titulares farão o mesmo.

Negligência
De acordo com relatório da Transparência Brasil, caberia ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) ser mais rígido na fiscalização do processo eleitoral. O tribunal é a autoridade responsável pela integridade das eleições, e segundo a ONG, nada faz para identificar as áreas e os grupos populacionais mais vulneráveis à compra de votos e também não toma medidas preventivas para evitar a situação.
“Se limitar a fazer campanhas na véspera da eleição é pouco. Elas não atacam o problema”, disse Claudio Abramo. “O TSE tem que ser responsabilizado por não se informar sobre o assunto e não tomar medidas preventivas.”

Repercussão

O presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Marco Aurélio Mello, rebateu as críticas do relatório divulgado pela ONG Transparência Brasil de que o TSE não tomou providências para evitar que eleitores vendam seus votos. Segundo o relatório, mais de oito milhões de eleitores foram incitados a vender seus votos nas eleições de 2006. Marco Aurélio classificou o fato de "gravíssimo", mas ressaltou que a Justiça Eleitoral só pode agir mediante provocação. Ele disse que o tribunal tem atuado de forma rigorosa na defesa da legislação eleitoral e na conscientização dos eleitores. “Nós temos aplicado e temos aplicado de forma rigorosa a 41A, da Lei 9.504 [dispositivo da Lei Eleitoral], que é captação ilícita de voto mediante promessa, mediante doação de alguma coisa para obter voto”, disse.

Marco Aurélio também ressaltou que a campanha educativa feita pelo tribunal nas últimas eleições representou um grande avanço. “Isso nunca foi feito no Brasil, ressaltando e alertando o eleitor quanto à importância do voto. Agora, a Justiça Eleitoral não é tutora de quem quer que seja”, disse.

Voto facultativo
Para tentar combater o problema, o presidente do TSE defendeu o voto facultativo. "Acho gravíssimo e esses dados revelam a quadra cultural que vivenciamos. Por isso mesmo eu sou favorável ao voto facultativo. Penso que, considerado o voto facultativo, somente comparecerão às urnas aqueles conscientizados que realmente percebam e percebem a importância do voto”, afirmou o ministro Marco Aurélio.
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08 de fevereiro, 2007

SENADO TIRA PAINEL DE FOTOS DO IMPEACHMENT
Diretor do Senado diz que material está em 'manutenção'.Fernando Collor (PRTB-AL) toma posse como senador nesta quinta.

A um dia da posse dos 27 novos senadores eleitos, a direção do Senado tirou da galeria de imagens da Casa, que conta a história do papel do Senado desde a instituição da República até os dias atuais, o painel com o relato e fotos do impeachment do ex-presidente e senador eleito Fernando Collor de Mello (PRTB-AL).
Eleito senador nas eleições de outubro, Collor de Mello toma posse nesta quinta-feira (1º) para um mandato de oito anos.
"O painel saiu para manutenção. Logo depois da posse dos senadores, ele voltará para o lugar", garantiu o diretor-geral do Senado, Agaciel Maia, ao lembrar que outros dois painéis também foram para manutenção.
O painel retirado da galeria - conhecida como "túnel do tempo" e que liga o plenário às alas onde estão os gabinetes dos senadores - tinha fotos panorâmicas do povo nas ruas pedindo o impeachment do ex-presidente Collor.
O painel relata ainda que, no dia 29 de dezembro de 1992, o Senado aprovou por 76 votos a cinco a perda do cargo por Collor e de seus direitos políticos até 2000. A sessão foi presidida pelo ministro Sidney Sanches, então presidente do Supremo Tribunal Federal (STF).
Na época, numa tentativa de preservar seus direitos políticos, Collor renunciou ao mandato antes do início do julgamento, mas a sessão teve continuidade. Há cerca de dois anos, Collor confidenciou que o seu desgosto com o impeachment foi tão grande que ele chegou a pensar em suicídio.
08 de fevereiro, 2007

'Não se faz política sem traidores', diz Collor
Ex-presidente quer contar versão do impeachment no primeiro discurso no Senado. E diz que o escândalo do mensalão foi muito pior que as denúncias que enfrentou.
Leandro Colon Do G1, em Brasília

Agência Estado
O ex-presidente e senador Fernando Collor (PTB-AL) durante sessão nesta semana no plenário do Senado (foto: Roberto Jayme/Agência Estado)
O ex-presidente da República e agora senador Fernando Collor (PTB-AL) avisa: em seu primeiro discurso na tribuna do Senado, em março, contará sua versão sobre os episódios que levaram ao impeachment em 1992.

Sob acusações de corrupção e tráfico de influência atribuídas ao seu tesoureiro de campanha, PC Farias, Collor renunciou. Mesmo assim, perdeu os direitos políticos por oito anos.

"Se a verdade ofender, alguns ficarão incomodados", diz. "Não se faz política sem a participação de traidores. Na política não existem amigos. Mas interesses", afirma. "O discurso terá detalhes, dia, hora, minuto, segundo, nomes, fatos concretos. Carreguei na tinta", afirmou.
Saiba mais

Collor recebeu o G1 em seu gabinete na manhã de quarta-feira (7). Ele contou um pouco do livro que pretende publicar sobre sua passagem pelo Palácio do Planalto, onde dirá que sofreu um golpe do Congresso.

"Tanto que meu livro chama “A crônica de um golpe”, a versão de quem viveu o fato. Um golpe articulado". Collor afirma que o escândalo do mensalão foi muito mais grave do que as denúncias que o derrubaram do Palácio do Planalto. "Vários megatons mais graves", diz. O senador falou ainda dos erros cometidos na presidência, principalmente na relação com o Congresso e quando tentou convocar a população para sair às ruas de verde e amarelo - como resposta, manifestantes saíram de preto.

"Foi um erro terrível. Um erro de avaliação", afirma. E admite que pensou no suicídio: "O que eu passei, me levou a pensar em tudo".

O ex-presidente conta também os planos como senador, diz que não é candidato a presidente em 2010, mas não descarta essa possibilidade no futuro.
Leia abaixo os principais trechos da entrevista: G1 - O senhor ficou muito isolado na época do impeachment. Muitos o traíram? Collor - Claro, não se faz política sem a participação de traidores. G1 - Há alguns no plenário do Senado? Collor - Não tentei buscá-los, é uma página virada. Mas deve ter. Isso para mim não causa transtornos.

G1 - O senhor disse que houve traidores. Há amigos? Collor - Não. Na política não existem amigos, mas interesses. G1 - O que podemos esperar de seu primeiro discurso como senador? Collor - Será fundamentalmente a versão de quem viveu os fatos que levaram a meu afastamento da presidência em 92. Todos já deram suas versões, livros foram escritos, teses foram defendidas em universidades, artigos reproduzidos. Cada um dando sua versão. Não há ainda a versão de quem viveu o fato, ou seja, a minha. Ainda não foi dada essa oportunidade à nação brasileira. Agora, eleito senador, acho que chegou a hora da preencher essa lacuna. E será uma versão absolutamente fidedigna dos fatos. O juízo ficará a cargo de quem tiver a curiosidade de ouvir, assistir ou de ler. G1 - Poderia antecipar alguma coisa? Collor - Não poderia dar um ponto sem que puxasse a outro, sem que criasse ilação, o que acabaria deturpando. Prefiro guardar isso para que não haja nenhuma especulação.
08 de fevereiro, 2007


G1 - Seus adversários daquela época devem ficar preocupados? Collor - Eu acho que não. Será a verdade. Se a verdade ofender, alguns ficarão incomodados. Mas a verdade, em geral, busca esclarecer, dar uma luz nesse processo político movido contra mim que não é de conhecimento da sociedade. O discurso deve ser dado no final de março porque preciso de tempo para levantar todos os pronunciamentos realizados naquela época, sugestões de ordem levantadas em 92, toda a tramitação que foi dada a esse processo.

G1 - Então será um discurso rico em detalhes? Collor - Muito. Com detalhes, dia, hora, minuto, segundo, nomes, fatos concretos. Eu tenho um livro escrito de 640 páginas, que não pretendo publicar tão cedo. Algo que escrevi num momento de muita emoção, logo após minha absolvição no Supremo Tribunal Federal, em 94. É um livro importante porque ali estão colocadas as emoções de quem esteve submetido àquele moedor. Carreguei bastante nas tintas. Não distorci os fatos, mas carreguei na adjetivação, coisa que aprendi que no jornalismo devemos evitar. G1 - O senhor acha que foi vitima de algum tipo de golpe dentro do Congresso? Collor - Sim, sem dúvida. Tanto que meu livro se chama “A crônica de um golpe”, a versão de quem viveu o fato. Um golpe articulado. O ex-ministro Tales Ramalho (ex-ministro do Tribunal de Contas da União e ex-deputado), que me convenceu a publicar o livro, me disse: ‘olhe, a sua queda começou a ser tramada logo após a sua posse’. Contarei isso no livro, não no discurso. Ele disse que logo depois da posse, foi chamado para uma reunião com dirigentes de entidades de classe importantes, políticos importantes, e que, ao final do jantar, sentaram-se para tomar um cafezinho, e uma das pessoas disse: vamos ao que interessa, como faremos para derrubar o Collor? Aí, o Tales disse ‘vocês estão loucos. Ele foi legitimamente eleito’. E as pessoas mudaram de assunto. O Tales pediu licença e foi embora. G1 - O senhor tem dito que errou na relação com o Congresso. Qual foi seu erro? Collor - Minha relação com Congresso foi de uma prática política que adquiri, que não é a correta, de governar buscando sempre apoio da população, da massa. Porque sempre tive muita pressa, pouca paciência para ficar dialogando, explicando projetos. O que funcionava era o atendimento das questões paroquiais. Agora, isso não é defeito dos parlamentares, eles não têm culpa. Se eu estou jogando, estou aceitando as regras estabelecidas. E essas regras, embora deficientes, me obrigariam a cumprir meu papel no jogo: ser o líder e exercer a liderança política do país. Mas eu ocupava 80% do meu tempo para administrar o país, e apenas 20% com o Congresso. Sem dúvida que foi meu maior erro. Política se faz com conversa. A matéria-prima é conversa, palavra, entendimento, encontro, convivência. Se você falta com isso, cria um distanciamento muito grande e isso não é frutífero. Gera uma instabilidade na base de sustentação do governo. Na minha época, para cada projeto, tinha uma maioria diferente. Não é assim que funciona. Eu nunca tive uma base definida, sólida, de apoio no Congresso Nacional. Não conseguia.

G1 - O senhor disse que governava com apoio da população. Mas, em 92, o senhor chamou a população para ir às ruas de verde-amarelo, mas as pessoas responderam com roupas pretas... Collor - Foi um erro terrível. Um erro de avaliação. Naquele instante, eu estava saturado, não conseguia governar como gostaria. Falei aquilo num encontro com taxistas no Palácio do Planalto. E eu havia dito ao chefe do cerimonial que não falaria naquele dia. E assim foi feito. E fui para o elevador. E os taxistas começaram: ‘presidente Collor, vamos falar’. Eu não queria porque sabia que não conseguiria me conter. E alguns deles estavam com umas fitinhas verde-amarelas, e eu falei: nos próximo domingo, vamos sair às ruas de verde-amarelo. E aconteceu justamente o contrário: no domingo, as pessoas saíram vestidas de preto.

G1 - E qual foi sua sensação? Collor - De que isso era o início do fim, não tinha mais jeito. Eu perdi a minha grande base, a população. Uma base que ficou fragilizada com as denúncias e com o patrulhamento dos meios de comunicação, dos organismos da sociedade e partidos políticos. G1- Em algum momento, o senhor pensou em suicídio em 92? Collor - O que eu passei me levou a pensar em tudo. O importante é que a fé que possuo me ajudou a sobreviver a tudo isso. Porque aqueles que comandaram esse golpe não queriam meu fim político, mas o fim de minha vida biológica. E eu me lembro de uma vez, nos últimos instantes, o então governador Leonel Brizola, em audiência comigo no Palácio do Planalto, disse: ‘presidente, acompanhei a vida pública deste país nos últimos 40 anos, acompanhei Getúlio. Quero pedir um favor, como cidadão Leonel Brizola: não incorra no mesmo erro de Getúlio (que suicidou-se em 1954), resista’. G1 - O senhor acha que o escândalo do mensalão é maior do que as denúncias de sua época? Collor - Nossa, muito mais. Vários megatons mais graves. G1 - Por que então não chegou ao presidente Lula? Collor - Porque o presidente Lula tem uma base muito sólida, que o defende. A grande diferença é que me faltava a base de sustentação. Até porque eu também acredito na palavra dele. Eu tenho a postura de acreditar no que as pessoas me dizem até que seja provado o contrário. Eu acredito na palavra dele, embora isso tenha acontecido a poucos metros da sala presidencial. Acredito nele, porque - o que é um defeito do sistema presidencialista - é impossível saber tudo o que está acontecendo. G1 - E sua posição no Senado em relação ao governo dele? Collor - De apoio ao governo Lula. Porque ele vem fazendo uma administração eficiente. E ele mudou muito, é outro homem. Um amigo nosso em comum me disse que uma vez o Lula falou que foi uma sorte não ter ganhado em 1989, porque não estava preparado. E era verdade.

G1 - E o senhor estava preparado? Collor - A prova de que eu não estava preparado para governar o país, aos 40 anos de idade, é que sofri o impeachment. G1 - Na sua opinião, sua eleição ao Senado pode reconstruir sua história? Collor - A história é contada a conta-gotas. Sempre tem um ponto final. Mas também há vírgula a seguir. Fui presidente da República e sofri um impeachment em 1992. Ponto. Agora, com minha eleição ao Senado, o ponto se transforma em vírgula: fui eleito pelo estado de Alagoas, cumpri meu mandato e apresentei projetos. G1 - A partir daí, ponto final ou vírgula para disputar a presidência novamente? Collor - Não seria correto descartar, inteiramente, qualquer possibilidade. Até porque não acertei muito quando descartei qualquer possibilidade de participação na vida política. O que posso dizer é que não sou candidato em 2010. G1 - O que mudou do Collor de 1992 para o Collor de 2007? Collor - São 14 anos de diferença. Basicamente é uma mudança para qualquer um de nós. É o amadurecimento, a experiência, uma reavaliação da própria vida pessoal, profissional, política. Uma mudança grande, que significa evolução e eu espero que agora, com o mandato que recebi das urnas, possa dar minha contribuição ao debate no Congresso. G1 - Quais serão seus principais projetos como senador? Collor - O projeto que pretendo apresentar o quanto antes é o da reforma política, que considero a mãe de todos os projetos. G1 - O que pensa sobre a reeleição? Collor - É um instituto pouco republicano. Acredito que a questão da reeleição trouxe mais problemas que soluções. É uma forma viciada, pouco salutar. Eu acho que o jogo político brasileiro vem sendo praticado debaixo de um conjunto de regras deficientes.
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Procuradores da República descobrem fraudes no combate à dengue no DF
Residências não receberam tampas de caixa d´água compradas com recursos da Funasa.Elas seriam usadas para evitar a proliferação do mosquito.
Do G1 Com informações do DFTV

Mais de duas mil residências de todo o Distrito Federal deixaram de receber as tampas de caixa d´água. Compradas com recursos da Fundação Nacional de Saúde (Funasa), elas seriam usadas para evitar a proliferação do mosquito da dengue. De acordo com a Procuradoria da República, há pelo menos 3 anos, as tampas estão abandonadas.

Durante a blitz foi constatado pela Procuradoria um outro problema: os agentes de saúde estavam preenchendo as fichas de controle e inspeção com informações que não eram verdadeiras. Orientados pela Secretaria de Saúde, eles colocavam informações nos relatórios falsas, dizendo que tinham aplicado o produto que combate a larva do mosquito, sendo que o procedimento não tinha sido feito. “Parece que é uma prática generalizada. Além do fato constituir crime por falsidade ideológica, coloca em risco a saúde da população do Distrito Federal”, afirma o procurador da República no DF, Petersons Pereira. No total, mil agentes estão nas ruas para orientar a população e fiscalizar as residências. Desse total, 475 são funcionários do governo federal. O presidente do Sindicato dos Servidores Públicos Federais, Carlos Henrique Ferreira, avisa que Secretaria de Saúde terá que prestar informações sobre o caso. “O GDF será notificado sobre o problema e será convocado para dar suas explicações”, diz Carlos Henrique Ferreira, diretor do Sindicato. A Secretaria de Saúde informou que a denúncia não tem fundamento, porque desde 2005 os agentes não aplicam o inseticida.
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08 de fevereiro, 2007

07 fevereiro, 2007

8,3 milhões foram sondados para vender voto
Um quarto dos eleitores acredita que os governadores aproveitam o cargo para roubar. De acordo com relatório caberia ao TSE ser mais rígido na fiscalização.
Humberto Viana Do G1, em Brasília

Pesquisa divulgada nesta quarta-feira (7) pela ONG Transparência Brasil e pela União Nacional dos Analistas e Técnicos de Finanças e Controle (Unacon) aponta que mais de 8,3 milhões de eleitores foram abordados para vender o voto nas eleições de 2006.

Na última pesquisa, em 2002, apenas 3% do eleitorado recebeu proposta de compra de votos. O número apontado pela pesquisa revela que em 2006 a quantidade de eleitores abordados foi três vezes maior. Esse contingente de eleitores é maior do que a soma de todos os votos depositados dos estados de Roraima, Amapá, Acre, Tocantins, Rondônia, Sergipe, Mato Grosso do Sul, Distrito Federal e Amazonas. O levantamento foi feito em 142 municípios, incluindo regiões metropolitanas e capitais. O questionário abordou compra de votos por oferta de dinheiro ou bem material e uso da máquina.

“Esses dados são alarmantes. Eles mostram que o eleitor foi atingido pela desintegração geral da classe política nos últimos quatro anos”, disse o diretor da Transparência Brasil, Claudio Weber Abramo.

Confiança do eleitor
Os entrevistados também foram questionados a respeito da cobrança de propinas por agentes públicos estaduais durante os mandatos que se encerraram em 2006. O delito foi reportado por 4% dos eleitores. Entre as regiões, a mais afetada é a Nordeste, com 7%, seguida da Norte e Centro Oeste, com 4%, Sudoeste com 3% e Sul com 2%. A pesquisa revela que a grande maioria dos eleitores avalia bem os antigos governadores e tem esperança quanto aos novos, mas aponta que um quarto dos eleitores acredita que os governadores cujos mandatos se encerraram em 2006 aproveitaram o cargo para roubar, e um quinto dos eleitores crê que os novos titulares farão o mesmo.

Negligência
De acordo com relatório da Transparência Brasil, caberia ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) ser mais rígido na fiscalização do processo eleitoral. O tribunal é a autoridade responsável pela integridade das eleições, e segundo a ONG, nada faz para identificar as áreas e os grupos populacionais mais vulneráveis à compra de votos e também não toma medidas preventivas para evitar a situação.
“Se limitar a fazer campanhas na véspera da eleição é pouco. Elas não atacam o problema”, disse Claudio Abramo. “O TSE tem que ser responsabilizado por não se informar sobre o assunto e não tomar medidas preventivas.”

Repercussão

O presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Marco Aurélio Mello, rebateu as críticas do relatório divulgado pela ONG Transparência Brasil de que o TSE não tomou providências para evitar que eleitores vendam seus votos. Segundo o relatório, mais de oito milhões de eleitores foram incitados a vender seus votos nas eleições de 2006. Marco Aurélio classificou o fato de "gravíssimo", mas ressaltou que a Justiça Eleitoral só pode agir mediante provocação. Ele disse que o tribunal tem atuado de forma rigorosa na defesa da legislação eleitoral e na conscientização dos eleitores. “Nós temos aplicado e temos aplicado de forma rigorosa a 41A, da Lei 9.504 [dispositivo da Lei Eleitoral], que é captação ilícita de voto mediante promessa, mediante doação de alguma coisa para obter voto”, disse.

Marco Aurélio também ressaltou que a campanha educativa feita pelo tribunal nas últimas eleições representou um grande avanço. “Isso nunca foi feito no Brasil, ressaltando e alertando o eleitor quanto à importância do voto. Agora, a Justiça Eleitoral não é tutora de quem quer que seja”, disse.

Voto facultativo
Para tentar combater o problema, o presidente do TSE defendeu o voto facultativo. "Acho gravíssimo e esses dados revelam a quadra cultural que vivenciamos. Por isso mesmo eu sou favorável ao voto facultativo. Penso que, considerado o voto facultativo, somente comparecerão às urnas aqueles conscientizados que realmente percebam e percebem a importância do voto”, afirmou o ministro
07 de fevereiro, 2007

Novas excursões na Floresta de Caxiuanã para estudar mosquitos e peixes
Texto: Fernanda Engelhard – Assessoria de Comunicação PPBio/Amazônia Oriental Equipes do Programa de Pesquisa em Biodiversidade seguem no próximo dia 7 de fevereiro para a Estação Científica do Museu Goeldi
O mosquito é um inseto que existe há mais de 170 milhões de anos e está distribuído em cerca de 2.700 espécies, organizadas em aproximadamente 35 gêneros. Para investigar esse grupo biológico, uma equipe de especialistas do Programa de Pesquisa em Biodiversidade (PPBio/Amazônia Oriental) chega no dia 07/02 na Floresta Nacional (flona) de Caxiuanã, onde o Museu Paraense Emílio Goeldi (MPEG) mantém a Estação Científica Ferreira Penna. O grupo, coordenado pelo pesquisador associado do MPEG, Dr. Ulisses Confalonieri, terá a presença de mais nove pessoas entre elas estudantes, técnicos e funcionários da Secretaria Executiva de Saúde Pública do Pará (SESPA). O esquema amostral de pesquisa compreenderá nove parcelas destinadas aos estudos de campo do PPBio, sendo as coletas realizadas no dossel e ao nível do solo. Ainda segundo o pesquisador, há a previsão de se realizar as coletas em quatro parcelas aquáticas. O procedimento técnico para a coleta dos mosquitos é a utilização de armadilhas luminosas e redes, que são os tipos mais comumente utilizados para captura desses animais. Inseto famoso, mas não querido, o pernilongo, que pertence à família Culicidae, será um dos alvos do estudo. Seu tamanho pode variar, mas raramente passa dos 15 mm. Seu peso fica entre dois e 2,5 miligramas. Estudos anteriores realizados pelo pesquisador apontam que na região de Caxiuanã existem hoje 55 espécies de mosquitos da família Culicidae, da qual faz parte o Aedes aegypti, mosquito transmissor da dengue, e 26 espécies de mosquitos flebótomos, que são os responsáveis pela transmissão da leishmaniose. “Algumas espécies são mais facilmente encontradas nas épocas chuvosas enquanto outras o são nas épocas secas. Existem também espécies que são freqüentes o ano todo. Como nossa viagem será no período das chuvas, coletaremos apenas os mosquitos comuns nessa época”, explicou Ulisses. Peixes - A equipe responsável pelos estudos ictiológicos na Flona de Caxiuanã, sob a responsabilidade do pesquisador Luciano Montag, volta a campo também desta quarta-feira, 07/02, a fim de realizar novas pesquisas nos igarapés da região. Sua primeira expedição, que aconteceu em outubro do ano passado, rendeu bons frutos aos pesquisadores e ao PPBio. Durante a pesquisa foram coletados mais de dois mil indivíduos pertencentes a cinco ordens. Dentre eles, duas novas ocorrências na Flona de Caxiuanã. Ainda é desconhecida a espécie a que pertence os dois indivíduos encontrados, mas já se sabe que são das famílias Trichomycteridae e Crenuchidae. Com essa nova ocorrência, o número de diferentes famílias na Flona aumentou de 208 para 210. O resultado desse trabalho foi publicado no XVII Encontro Brasileiro de Ictiologia, ocorrido este ano entre os dias 28/01 e 01/02, em Itajaí, Santa Catarina. Nesta próxima viagem, a idéia é melhorar e refinar o protocolo (metodologia) de coleta por meio de rede de mão. Montag e mais três estudantes farão coletas com duração de cerca de oito horas em cada igarapé da área reservada aos estudos do PPBio. “A principio a coleta com a rede de mão é o método mais eficaz e de fácil padronização podendo ser usado em todos os locais de pesquisa ictiológica do PPBio, não só em Caxiuanã, mas também em outros estados como Manaus e Amapá”, concluiu Luciano.
07 de fevereiro, 2007

06 fevereiro, 2007

Sueca amante de animais vivia com 11 cisnes num apartamento de 25 metros quadrados
Polícia teve muita dificuldade para tirar as aves do cubículo.
Mulher declarou que tomava conta dos bichos desde 2001.

Do G1, com agências

Editoria de Arte do G1 mostra como seria o apartamento da sueca, cheio de cisnesA polícia sueca descobriu que uma senhora, amante dos animais, mantinha nada menos que 11 cisnes adultos em seu apartamento na cidade de Estocolmo. As aves e a mulher tinham que dividir os míseros 25 metros quadrados do local.

A senhora declarou à polícia que toma conta dos cisnes desde 2001, quando os encontrou feridos. Não há informação de onde ela teria achado os animais.

A polícia recolheu as aves e as encaminhou para um abrigo. A mulher, que não teve sua identidade divulgada, pode ser processada com base nas leis de proteção aos animais do país.

"Foi uma dificuldade transportar esses 11 enormes cisnes, que não são conhecidos por serem animais dóceis", disse o oficial Bjorn Engstrom, do departamento de polícia.

06 de fevereiro, 2007

Polícia prende 155 cabras e leva todas de camburão para a delegacia
Devastaram plantação de tomate e milho de um argentino.
Verdadeiro dono não apareceu para pagar fiança.

MENDOZA, Argentina - O agricultor Antonio Vergel decidiu colher alguns dos tomates e milhos que cultiva em seu sítio em Mendoza, na Argentina e, quando pôs os olhos na plantação, seu coração gelou: uma quantidade inacreditável de cabras devorava tudo o que via pela frente.

Imagem das cabras delinqüentes Depois de tentar sem sucesso espantar a horda de invasores, Vergel ligou para a delegacia, segundo foi publicado no site argentino Infobae.

"Eram dez e pouco da manhã e o homem, alucinado, nos contava sua tragédia. Fomos ao local com um caminhão preparado para o transporte de animais, mas chegando lá vimos que eram realmente muitas", declarou um dos policiais ao Los Andes online.

Uma a uma elas eram colocadas no caminhão na condição de presas. Foram encaminhadas a um centro de detenção de animais da polícia em Los Corralitos.

Na mesma tarde, pelo menos três pessoas apareceram dizendo ser as proprietárias do rebanho. A polícia afirmou que não vai ser assim tão fácil tirar a bicharada da cadeia.

Elas foram enquadradas no código 114 do Código Penal argentino, e o verdadeiro dono das cabras vai ter que pagar uma nota para libertá-las. Sem falar nos tomates e milhos do agricultor inconformado.

06 de fevereiro, 2007

CUNHA LIMA LEVA LISTA DE PEDIDOS DO NE PARA DILMA
Documento pede investimentos e ações integradas na segurança.
Governadores do Nordeste temem a migração do crime organizado.
Do G1, em São Paulo, com Agência Estado

Governador da Paraíba, Cássio Cunha Lima O governador da Paraíba, Cássio Cunha Lima (PSDB), entregou na segunda-feira (15) à ministra da Casa Civil, Dilma Rousseff, a “Carta de Natal”, lista de reivindicações dos governadores do Nordeste elaborada durante encontro promovido na capital do Rio Grande do Norte, Natal, na semana passada.

O documento sugere mais investimentos do governo federal, ações integradas na área de segurança pública e participação nos planos para a aceleração do crescimento do país. Cunha Lima aproveitou para cobrar obras de infra-estrutura para o seu estado.

Na semana passada, no encontro dos governadores nordestinos, a discussão sobre segurança pública foi um dos principais temas. "Nós estamos preocupados com a segurança no país todo", havia dito a governadora do Rio Grande do Norte, Wilma de Faria (PSB).

Na ocasião, Wilma de Faria disse temer que, com as ações de repressão à criminalidade anunciadas pelos governadores do Sudeste, cresçam os índices de violência em outras partes do país. "Sabemos do trabalho e do reforço que vem sendo dado no Sudeste e temos a preocupação da migração do crime organizado."
06 de fevereiro, 2007

Para cientista político, PMDB é "gelatinoso"
"O PMDB é um partido muito gelatinoso, que não tem doutrina", diz Moura.
Para Reis, "é difícil ter um consenso dentro do PMDB".
André Luís Nery

Do G1, em São Paulo

Em entrevistas ao G1, os cientistas políticos Fábio Wanderley Reis, da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), e Paulo Moura, da Universidade Luterana do Brasil (Ulbra-RS), afirmaram que o PMDB se caracteriza como um “partido dividido”, que se “adapta à lógica do poder local”.

“O PMDB é um partido muito gelatinoso, que não tem doutrina. Com o fim do regime militar, ele perdeu a bandeira da democracia e não a substituiu. Depois da morte de Ulisses Guimarães, ficou sem uma liderança nacional, com a possibilidade de disputar a presidência, mas preservou a máquina nacional, como uma federação de grupos nacionais”, disse Moura, ao analisar o fato de o PMDB ter elegido o maior número de deputados estaduais e distritais nas eleições 2006.

Segundo o cientista político da Ulbra-RS, “o PMDB se adapta em cada região do país à lógica do poder local. Se observa que o partido nunca vai unido para dentro do governo federal. Muitas vezes essas diferenças têm a ver como as disputas entre os caciques regionais do PMDB".

Opinião parecida tem o cientista político Fábio Wanderley Reis, da UFMG. “O PMDB opera com uma lógica de dispersão, de certa fragmentação, caracterizando-se como um partido dividido. Por isso, é difícil ter um consenso dentro do PMDB e estabelecer uma candidatura presidencial que tenha uma perspectiva", afirmou ele.

Para Reis, "o PMDB tem muita força no país, pois soube capitalizar e alcançar uma penetração grande na período do bipartidarismo (regime militar)". “Como opera de forma pragmática, cria lideranças regionais, o que não leva à convergência de uma linha nacional ou federal”, destacou.
06 de fevereiro, 2007

Aliados de governadores comandam assembléias
Nenhum dos presidentes de assembléia legislativa pertence à oposição.
Até agora, apenas os deputados de São Paulo ainda não tomaram posse.
André Luís Nery

Do G1, em São Paulo

Os governadores que assumiram os cargos em janeiro não deverão ter dificuldades para aprovar projetos no Legislativo. Em todos os estados, o presidente eleito da Assembléia Legislativa (ou da Câmara Distrital, no caso do Distrito Federal) é um aliado do governador.

Na maioria dos estados, a posse aconteceu em 1º de fevereiro. O único estado em que, até agora, os novos deputados ainda não assumiram é São Paulo, o que deverá acontecer somente em 15 de março. Mas o governador José Serra (PSDB) não deverá ter problemas - a tendência é que o presidente da assembléia seja um tucano.

O mesmo já acontece em seis estados, onde o presidente da assembléia pertence ao mesmo partido do governador: Amazonas, Espírito Santo, Mato Grosso do Sul, Rio de Janeiro e Tocantins (PMDB) e na Paraíba (PSDB).

Embora tenha cinco governadores, o PT não fez nenhum presidente de assembléia pelo país. No entanto, o partido tem à frente do Legislativo um deputado aliado nos cinco estados em que governa (Acre, Pará, Piauí, Bahia e Sergipe).

O PMDB foi o partido que elegeu o maior número de presidentes nas assembléias legislativas. Além de Amazonas, Espírito Santo, Mato Grosso do Sul, Rio de Janeiro e Tocantins, os peemedebistas comandam o Legislativo de Ceará, Pará e Piauí.

Já o PSDB fez o presidente de cinco assembléias (Amapá, Bahia, Goiás, Maranhão e Paraíba).

Confira os presidentes da assembléia e os governadores dos estados onde os deputados estaduais já tomaram posse:

Estado Presidente da Assembléia Governador do estado
Acre Edvaldo Magalhães (PC do B) Binho Marques (PT)
Alagoas Antônio Albuquerque (PFL) Teotônio Vilela (PSDB)
Amazonas Belarmino Lins (PMDB) Eduardo Braga (PMDB)
Amapá Jorge Amanajás (PSDB) Waldez Góes (PDT)
Bahia Marcelo Nilo (PSDB) Jaques Wagner (PT)
Ceará Domingos Filho (PMDB) Cid Gomes (PSB)
Distrito Federal Alírio Neto (PPS) José Roberto Arruda (PFL)
Espírito Santo Guerino Zanon (PMDB) Paulo Hartung (PMDB)
Goiás Jardel Sebba (PSDB) Alcides Rodrigues (PP)
Maranhão João Evangelista (PSDB) Jackson Lago (PDT)
Minas Gerais Alberto Pinto Coelho (PP) Aécio Neves (PSDB)
Mato Grosso do Sul Jerson Domingos (PMDB) André Puccinelli (PMDB)
Mato Grosso Sérgio Ricardo (PPS) Blairo Maggi (PR)
Pará Domingos Juvenil (PMDB) Ana Júlia (PT)
Paraíba Arthur Cunha Lima (PSDB) Cássio Cunha Lima (PSDB)
Pernambuco Guilherme Uchôa (PDT) Eduardo Campos (PSB)
Piauí Themístocles Filho (PMDB) Wellington Dias (PT)
Paraná Nelson Justus (PFL) Roberto Requião (PMDB)
Rio de Janeiro Jorge Picciani (PMDB) Sérgio Cabral (PMDB)
Rondônia Neodi Oliveira (PSDC) Ivo Cassol (PPS)
Roraima Mecias de Jesus (PR) Ottomar Pinto (PSDB)
Rio Grande do Sul Frederico Antunes (PP) Yeda Crusius (PSDB)
Rio Grande do Norte Robinson Faria (PMN) Wilma de Faria (PSB)
Santa Catarina Julio Garcia (PFL) Luiz Henrique da Silveira (PMDB)
Sergipe Ulices Andrade (PDT) Marcelo Déda (PT)
Tocantins Carlos Henrique Gaguim (PMDB) Marcelo Miranda (PMDB)

06 de fevereiro, 2007