18 janeiro, 2007

VENEZUELA NÃO É MODELO PARA O BRASIL, DIZ FURLAN
O País já adotou "um outro caminho bem-sucedido".
Ele disse ser contrário a algumas ações de expropriação.

Do G1, com informações da Agência Estado

O ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Luiz Fernando Furlan, afirmou hoje, antes da abertura da Cúpula do Mercosul, que o modelo econômico da Venezuela não é padrão para ser seguido pelo Brasil.

De acordo com ele, o País já adotou "um outro caminho bem-sucedido". Apesar disso, Furlan disse que o Brasil, no âmbito dos recursos naturais, respeita todas as políticas internas de outros países.

Entretanto, ele disse ser contrário a algumas ações, em relação às empresas ligadas ao âmbito dos recursos naturais. "Não seria razoável, para uma indústria, ser expropriada porque ela é grande, florescente, ou exportadora", declarou.

O ministro aproveitou a ocasião para comentar uma nota divulgada pela Confederação Nacional da Indústria (CNI) que alega que a flexibilização das regras de importações de insumo para o Uruguai e Paraguai vão trazer prejuízo para a indústria brasileira. Pelas regras atuais, um produto não é taxado nas fronteiras do Mercosul se tiver um índice de 60% de matéria-prima com origem no Mercosul. Excedendo esse limite, há aplicação da tarifa externa comum (TEC). A proposta brasileira é de reduzir esse limite para 30% no caso do Uruguai e para 25% para o Paraguai.

De acordo com Furlan, esse assunto está em discussão, mas ainda não há uma definição. O que pode haver, diz Furlan, "é uma lista positiva" com a relação dos setores que terão o benefício. Ainda segundo o ministro, o objetivo dessa lista é evitar uma triangulação que poderia significar prejuízo para a indústria brasileira.
18 de janeiro, 2007