Reunião de presidentes começa com Mercosul em crise
Alguns presidentes já estão no Rio de Janeiro desde quarta à noite.
Um forte esquema de segurança marca o encontro.
Da Redação G1
Em São Paulo
O presidente Lula e 11 chefes de estado se reúnem hoje no Rio de Janeiro para discutir o futuro do Mercosul. O objetivo do encontro é evitar que parceiros, como o Paraguai e o Uruguai, priorizem acordos com países fora do bloco.
O encontro começa às 10h, com reunião do Conselho do Mercosul, que tem a participação dos ministros das Relações Exteriores e da Economia dos países do bloco. Um dos assuntos discutidos durante a Cúpula do Mercosul é a entrada da Bolívia como país-membro.
Alguns presidentes já estão no Rio de Janeiro. Ontem à noite, desembarcaram o presidente da Argentina, Nestor Kirchner e o presidente Lula. Deve chegar hoje o presidente da Venezuela, Hugo Chávez.
Um forte esquema de segurança acompanha cada presidente que chega à Zona Sul do Rio de Janeiro. Além dos agentes particulares de cada país, um comboio da Polícia Federal reforça a proteção aos chefes de estado, desde a Base Aérea do Galeão até Copacabana. O presidente Lula foi escoltado por motociclistas do Exército.
“A Força Aérea brasileira, a Aeronáutica, vai fazer a segurança na chegada das autoridades. A Marinha fará patrulhamento da orla marítima, principalmente na orla de Copacabana”, explica o general Williams Soares.
O ministro das Relações Exteriores, Celso Amorim, falou nesta quinta-feira (18) ao programa Bom Dia Brasil, da TV Globo. Ele discorda da tese de que o Mercosul possa ser comprometido com as crises internas.
O ministro comentou, por exemplo, a disputa entre Brasil e Argentina. Na semana passada, a Argentina foi à Organização Mundial do Comércio (OMC) por uma queixa contra o Brasil.
Amorim
“Isso é normal. O Brasil já fez, a Argentina está fazendo”, disse. “O remédio para esses problemas, como tenho dito, não é ter menos Mercosul, é ter mais Mercosul. Não tem que dramatizar isso. O Canadá está entrando com ação contra os Estados Unidos sobre o milho e eles são membros do Nafta. Vamos deixar de ver essas coisas de forma dramática. Conflitos comerciais são normais”, disse.
Amorim falou sobre a possibilidade de tratamento diferenciado para a Bolívia no bloco. “O tratamento diferenciado já existe. O Paraguai, Uruguai já têm tratamento diferenciado dentro do Mercosul. De modo que, se a Bolívia entrar no bloco, obviamente terá que ter um tratamento diferenciado”, disse.
Também falou sobre os aspectos políticos do bloco. “O Mercosul não é um projeto só economicista. Temos interesse geopolítico na estabilidade da América do Sul. O Brasil tem que ter relações fortes com os seus vizinhos. O Brasil tem dez vizinhos na América do Sul. Por isso tratamos o Mercosul não exclusivamente sob o ângulo comercial, embora tenha sido muito bem sucedido sob este ângulo, mas também tratamos sob um ângulo político.”
Amorim disse que o comércio do Brasil com os países da América do Sul se multiplicou exponencialmente e destacou a expansão de empresas como Gerdau, Ambev e Petrobras.
Sobre a Venezuela, ele disse que é um mercado muito importante para as empresas brasileiras. “Sem falar que, confiando nas instituições brasileiras, é mais fácil o Brasil influenciar a Venezuela do que vice-versa.”
18 de janeiro, 2007
Alguns presidentes já estão no Rio de Janeiro desde quarta à noite.
Um forte esquema de segurança marca o encontro.
Da Redação G1
Em São Paulo
O presidente Lula e 11 chefes de estado se reúnem hoje no Rio de Janeiro para discutir o futuro do Mercosul. O objetivo do encontro é evitar que parceiros, como o Paraguai e o Uruguai, priorizem acordos com países fora do bloco.
O encontro começa às 10h, com reunião do Conselho do Mercosul, que tem a participação dos ministros das Relações Exteriores e da Economia dos países do bloco. Um dos assuntos discutidos durante a Cúpula do Mercosul é a entrada da Bolívia como país-membro.
Alguns presidentes já estão no Rio de Janeiro. Ontem à noite, desembarcaram o presidente da Argentina, Nestor Kirchner e o presidente Lula. Deve chegar hoje o presidente da Venezuela, Hugo Chávez.
Um forte esquema de segurança acompanha cada presidente que chega à Zona Sul do Rio de Janeiro. Além dos agentes particulares de cada país, um comboio da Polícia Federal reforça a proteção aos chefes de estado, desde a Base Aérea do Galeão até Copacabana. O presidente Lula foi escoltado por motociclistas do Exército.
“A Força Aérea brasileira, a Aeronáutica, vai fazer a segurança na chegada das autoridades. A Marinha fará patrulhamento da orla marítima, principalmente na orla de Copacabana”, explica o general Williams Soares.
O ministro das Relações Exteriores, Celso Amorim, falou nesta quinta-feira (18) ao programa Bom Dia Brasil, da TV Globo. Ele discorda da tese de que o Mercosul possa ser comprometido com as crises internas.
O ministro comentou, por exemplo, a disputa entre Brasil e Argentina. Na semana passada, a Argentina foi à Organização Mundial do Comércio (OMC) por uma queixa contra o Brasil.
Amorim
“Isso é normal. O Brasil já fez, a Argentina está fazendo”, disse. “O remédio para esses problemas, como tenho dito, não é ter menos Mercosul, é ter mais Mercosul. Não tem que dramatizar isso. O Canadá está entrando com ação contra os Estados Unidos sobre o milho e eles são membros do Nafta. Vamos deixar de ver essas coisas de forma dramática. Conflitos comerciais são normais”, disse.
Amorim falou sobre a possibilidade de tratamento diferenciado para a Bolívia no bloco. “O tratamento diferenciado já existe. O Paraguai, Uruguai já têm tratamento diferenciado dentro do Mercosul. De modo que, se a Bolívia entrar no bloco, obviamente terá que ter um tratamento diferenciado”, disse.
Também falou sobre os aspectos políticos do bloco. “O Mercosul não é um projeto só economicista. Temos interesse geopolítico na estabilidade da América do Sul. O Brasil tem que ter relações fortes com os seus vizinhos. O Brasil tem dez vizinhos na América do Sul. Por isso tratamos o Mercosul não exclusivamente sob o ângulo comercial, embora tenha sido muito bem sucedido sob este ângulo, mas também tratamos sob um ângulo político.”
Amorim disse que o comércio do Brasil com os países da América do Sul se multiplicou exponencialmente e destacou a expansão de empresas como Gerdau, Ambev e Petrobras.
Sobre a Venezuela, ele disse que é um mercado muito importante para as empresas brasileiras. “Sem falar que, confiando nas instituições brasileiras, é mais fácil o Brasil influenciar a Venezuela do que vice-versa.”
18 de janeiro, 2007

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