Lula critica parceiros do Mercosul e defende integração total
O presidente criticou, de maneira indireta, argentinos e uruguaios.
E também defendeu a integração da Bolívia.
Thiago Pariz
Do G1, no Rio de Janeiro
No primeiro discurso em um dos eventos que fazem parte da reunião de cúpula Mercosul no Rio de Janeiro, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva criticou, nesta quinta-feira (18), a Argentina e o Uruguai, países membros do bloco. E, indiretamente, defendeu a entrada da Bolívia.
Lula afirmou que a integração da região não pode ser feita apenas pelo comércio, mas deve ser estendida para toda a população. O comentário é direcionado para as críticas de que o Mercosul, com a inclusão da Venezuela e o pedido de inclusão da Bolívia, deixa de lado questões técnicas e econômicas. “A integração comercial é importante porque é ela quem dá vida ao crescimento do bloco, mas precisamos de mais. Precisamos das integrações cultural, política e social também”, disse o presidente.
A aceitação da Bolívia no Mercosul depende de uma flexibilização na regra da Tarifa Externa Comum (TEC). Como o país andino pratica taxas abaixo da prevista no bloco, o presidente boliviano Evo Morales pediu que seja discutida uma alternativa. O Brasil se posicionou a favor dessa flexibilização, mas a Argentina anunciou que, sem aderir às tarifas do bloco, é contra a adesão da Bolívia.
“A nossa integração só se dará se houver disposição política de todos e a compreensão de que somos diferentes, cada país é diferente do outro, cada realidade é diferente da outra. Nós temos que aceitar um país como ele é e não aceitar só se ele se moldar como a gente quer”, afirmou o presidente no encontro de prefeitos e governadores do Mercosul, evento que precede a reunião de cúpula do bloco. “Se pensarmos sempre que tudo tem que ser feito da forma uniforme sem ver as nossas assimetrias, estamos fadados a voltar de cada reunião frustrados”, acrescentou.
Sobre a preferência do Uruguai por um acordo de comércio e investimento com os Estados Unidos, Lula disse: “Eu sempre ouço dizer que é melhor acordo com os EUA do que com o Brasil. Talvez no imediato pode ser. Mas esse continente já tem muitas frustrações. Precisamos apostar um pouco mais em nós.”
18 de janeiro, 2007
O presidente criticou, de maneira indireta, argentinos e uruguaios.
E também defendeu a integração da Bolívia.
Thiago Pariz
Do G1, no Rio de Janeiro
No primeiro discurso em um dos eventos que fazem parte da reunião de cúpula Mercosul no Rio de Janeiro, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva criticou, nesta quinta-feira (18), a Argentina e o Uruguai, países membros do bloco. E, indiretamente, defendeu a entrada da Bolívia.
Lula afirmou que a integração da região não pode ser feita apenas pelo comércio, mas deve ser estendida para toda a população. O comentário é direcionado para as críticas de que o Mercosul, com a inclusão da Venezuela e o pedido de inclusão da Bolívia, deixa de lado questões técnicas e econômicas. “A integração comercial é importante porque é ela quem dá vida ao crescimento do bloco, mas precisamos de mais. Precisamos das integrações cultural, política e social também”, disse o presidente.
A aceitação da Bolívia no Mercosul depende de uma flexibilização na regra da Tarifa Externa Comum (TEC). Como o país andino pratica taxas abaixo da prevista no bloco, o presidente boliviano Evo Morales pediu que seja discutida uma alternativa. O Brasil se posicionou a favor dessa flexibilização, mas a Argentina anunciou que, sem aderir às tarifas do bloco, é contra a adesão da Bolívia.
“A nossa integração só se dará se houver disposição política de todos e a compreensão de que somos diferentes, cada país é diferente do outro, cada realidade é diferente da outra. Nós temos que aceitar um país como ele é e não aceitar só se ele se moldar como a gente quer”, afirmou o presidente no encontro de prefeitos e governadores do Mercosul, evento que precede a reunião de cúpula do bloco. “Se pensarmos sempre que tudo tem que ser feito da forma uniforme sem ver as nossas assimetrias, estamos fadados a voltar de cada reunião frustrados”, acrescentou.
Sobre a preferência do Uruguai por um acordo de comércio e investimento com os Estados Unidos, Lula disse: “Eu sempre ouço dizer que é melhor acordo com os EUA do que com o Brasil. Talvez no imediato pode ser. Mas esse continente já tem muitas frustrações. Precisamos apostar um pouco mais em nós.”
18 de janeiro, 2007

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