Brasil pode pagar mais por gás da Bolívia, afirma Morales
Presidente diz que Bolívia não pode praticar preço “solidário”.
Ele afirma que projeto de gasoduto entre Brasil e Venezuela não afeta a Bolívia
Fernando Scheller
Do G1, no Rio
O presidente boliviano Evo Morales disse nesta sexta-feira (19), no Rio de Janeiro, que a Bolívia precisa renegociar o preço do gás com o Brasil. Segundo o presidente, que está no Rio para participar da Cúpula de Líderes do Mercosul, certos contratos que seu país mantém com o Brasil podem ser classificados como “solidários”. “Para a cidade de Cuiabá, fornecemos gás a US$ 1,90 por milhão de BTUs”, ressaltou.
O objetivo de Morales é aumentar o preço do gás fornecido ao Brasil para US$ 5 (por BTU - a unidade de medida usada para gás), preço praticado na Argentina. “Precisamos buscar um equilíbrio”, disse. Um reajuste do gás boliviano, segundo o presidente, não teria um impacto muito grande nas contas da Petrobras ou do governo brasileiro. “Precisamos buscar um certo equilíbrio”, explica.
Evo Morales disse não estar incomodado com o acordo entre Brasil e Venezuela para construir um gasoduto para abastecer o Norte e o Nordeste brasileiros com gás venezuelano. Morales afirma que conversou com o Hugo Chávez sobre o assunto e que a relação entre os dois não ficou estremecida. “Todos os países têm o direito de buscar mercados, desde que sem egoísmo”, ressaltou.
A onda de nacionalizações, que mudou o desenho dos contratos de empresas estrangeiras com a estatal de petróleo da Bolívia, a YPFB, deve ser estendida ao setor de minério, segundo Morales. “Houve muitas concessões e privatizações nessas áreas, e vamos revertê-las”, disse ele.
Os contratos entre Bolívia e as multinacionais de petróleo foram, de acordo com Morales, renegociadas da seguinte maneira: “Antes, o Estado boliviano ficava com 18% dos lucros e as multinacionais com 82%. Agora, revertemos. Ficamos com 82% e as empresas, com 18%”.
19 de janeiro, 2007
Presidente diz que Bolívia não pode praticar preço “solidário”.
Ele afirma que projeto de gasoduto entre Brasil e Venezuela não afeta a Bolívia
Fernando Scheller
Do G1, no Rio
O presidente boliviano Evo Morales disse nesta sexta-feira (19), no Rio de Janeiro, que a Bolívia precisa renegociar o preço do gás com o Brasil. Segundo o presidente, que está no Rio para participar da Cúpula de Líderes do Mercosul, certos contratos que seu país mantém com o Brasil podem ser classificados como “solidários”. “Para a cidade de Cuiabá, fornecemos gás a US$ 1,90 por milhão de BTUs”, ressaltou.
O objetivo de Morales é aumentar o preço do gás fornecido ao Brasil para US$ 5 (por BTU - a unidade de medida usada para gás), preço praticado na Argentina. “Precisamos buscar um equilíbrio”, disse. Um reajuste do gás boliviano, segundo o presidente, não teria um impacto muito grande nas contas da Petrobras ou do governo brasileiro. “Precisamos buscar um certo equilíbrio”, explica.
Evo Morales disse não estar incomodado com o acordo entre Brasil e Venezuela para construir um gasoduto para abastecer o Norte e o Nordeste brasileiros com gás venezuelano. Morales afirma que conversou com o Hugo Chávez sobre o assunto e que a relação entre os dois não ficou estremecida. “Todos os países têm o direito de buscar mercados, desde que sem egoísmo”, ressaltou.
A onda de nacionalizações, que mudou o desenho dos contratos de empresas estrangeiras com a estatal de petróleo da Bolívia, a YPFB, deve ser estendida ao setor de minério, segundo Morales. “Houve muitas concessões e privatizações nessas áreas, e vamos revertê-las”, disse ele.
Os contratos entre Bolívia e as multinacionais de petróleo foram, de acordo com Morales, renegociadas da seguinte maneira: “Antes, o Estado boliviano ficava com 18% dos lucros e as multinacionais com 82%. Agora, revertemos. Ficamos com 82% e as empresas, com 18%”.
19 de janeiro, 2007

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