18 janeiro, 2007

A América do Sul é uma só nação, diz Hugo Chávez, no Rio
Presidente da Venezuela afirma que chegou com espírito de integração.
Chávez receberá a Medalha Tiradentes nesta sexta-feira.
Do G1

no Rio, com informações da TV Globo

O presidente da Venezuela, Hugo Chávez, chegou ao Rio na manhã desta quinta-feira (18) para o encontro do Mercosul e defendeu a integração dos países do continente.

“A América do Sul é uma grande nação e temos que avançar para construir a união de uma só república e venho com o espírito da vitória" , falou Chávez na porta do hotel Hotel Othon, na Avenida Atlântica, em Copacabana, na Zona Sul, onde está hospedado.

Ao ser perguntado com que espírito ele chega no Brasil, respondeu: “Com espírito de Hugo Chávez. De integração, com a consciência de que somos uma só nação: Rio de Janeiro, Caracas, Lima e Buenos Aires", disse. O presidente afirmou ainda que, com apenas seis dias de poder, ele se sentia renovado e fortalecido. Sua comitiva chegou em vôo oficial na Base Aérea do Galeão, na Ilha do Fundão.

Em entrevista à agência Efe, logo ao desembarcar, Chávez, disse que seu modelo político de "socialismo do século XXI" está longe das democracias populares do antigo modelo soviético do Leste Europeu, que fracassou "porque não deu poder ao povo". E disse que se propõe a construir um modelo socialista próprio.

Os países do Leste Europeu "ficaram impactados pelo modelo soviético, que começou mal instalando um modelo bolchevique de partidos", disse Chávez, destacando o que definiu como diferenças entre seu projeto e as lições da história. "Quando a União Soviética caiu, nenhum trabalhador saiu para defender aquele sistema. Isso degenerou e realmente não foi um socialismo. O socialismo é outra coisa", afirmou o presidente venezuelano.

Lula também pede integração

Em seu primeiro discurso na reunião, o presidente Lula fez fortes críticas aos países membros do bloco. Já o ministro das Relações Exteriores, Celso Amorim, disse discordar da tese de que o Mercosul possa ser comprometido com essas crises internas.

Por sua inegável importância econômica para a América do Sul, a reunião no Rio de Janeiro atraiu os principais líderes do continente: desde praticantes da economia de mercado, como Michelle Bachelet (Chile) e Alvaro Uribe (Colômbia), até os “neo-socialistas” Hugo Chávez (Venezuela), Evo Morales (Bolívia) e Rafael Correa (Equador).
18 de janeiro, 2007