AGRONEGÓCIO LAMENTA FALTA DE MEDIDA ESPECÍFICA PARA O SETOR
Agricultura não foi contemplada, diz CNA.
Apenas questão logística deve ser atendida.
Reuters
SÃO PAULO (Reuters) - O agronegócio deve ser beneficiado apenas indiretamente pelas medidas do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), anunciado nesta segunda-feira pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, afirmaram especialistas do setor, que lamentaram a ausência de medidas específicas para a área.
"A agricultura não foi contemplada, a não ser no quesito da infra-estrutura. Se for cumprido o que está colocado, atende em muito um dos problemas, que é o logístico", disse o superintendente técnico da CNA (Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil), Ricardo Cotta, por telefone.
O ex-ministro Roberto Rodrigues, hoje coordenador do Centro de Agronegócio da Fundação Getulio Vargas, concordou com Cotta.
Para ele, "embora, surpreendentemente, não tenha nenhuma medida específica em favor da agropecuária e do agronegócio, (o pacote) tem efeitos indiretos potencialmente favoráveis para o setor rural".
"É o caso do investimento em infra-estrutura, especialmente a anunciada melhoria do Porto de Santos, por onde sai a maior parte das exportações do agronegócio, sobretudo se tais melhorias de fato forem acopladas à implementação do Rodoanel e das rodovias e ferrovias que servem a região", afirmou o ex-ministro, em um comunicado.
"Em suma, não obstante ser lamentável o fato de não haver nenhuma medida diretamente relacionada com o maior setor da economia brasileira --o agronegócio-- os efeitos indiretos do PAC para o setor são positivos."
De acordo com o superintendente técnico da CNA, ainda que o setor agrícola possa ser beneficiado com os investimentos anunciados em infra-estrutura, eles representam apenas pouco mais de 10 por cento do total previsto no PAC, de mais de 500 bilhões de reais.
"O grande montante diz respeito a energia, e aí é investimento da Petrobras, que iria investir com ou sem pacote", completou Cotta.
(Por Roberto Samora)
23 de janeiro, 2007
Agricultura não foi contemplada, diz CNA.
Apenas questão logística deve ser atendida.
Reuters
SÃO PAULO (Reuters) - O agronegócio deve ser beneficiado apenas indiretamente pelas medidas do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), anunciado nesta segunda-feira pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, afirmaram especialistas do setor, que lamentaram a ausência de medidas específicas para a área.
"A agricultura não foi contemplada, a não ser no quesito da infra-estrutura. Se for cumprido o que está colocado, atende em muito um dos problemas, que é o logístico", disse o superintendente técnico da CNA (Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil), Ricardo Cotta, por telefone.
O ex-ministro Roberto Rodrigues, hoje coordenador do Centro de Agronegócio da Fundação Getulio Vargas, concordou com Cotta.
Para ele, "embora, surpreendentemente, não tenha nenhuma medida específica em favor da agropecuária e do agronegócio, (o pacote) tem efeitos indiretos potencialmente favoráveis para o setor rural".
"É o caso do investimento em infra-estrutura, especialmente a anunciada melhoria do Porto de Santos, por onde sai a maior parte das exportações do agronegócio, sobretudo se tais melhorias de fato forem acopladas à implementação do Rodoanel e das rodovias e ferrovias que servem a região", afirmou o ex-ministro, em um comunicado.
"Em suma, não obstante ser lamentável o fato de não haver nenhuma medida diretamente relacionada com o maior setor da economia brasileira --o agronegócio-- os efeitos indiretos do PAC para o setor são positivos."
De acordo com o superintendente técnico da CNA, ainda que o setor agrícola possa ser beneficiado com os investimentos anunciados em infra-estrutura, eles representam apenas pouco mais de 10 por cento do total previsto no PAC, de mais de 500 bilhões de reais.
"O grande montante diz respeito a energia, e aí é investimento da Petrobras, que iria investir com ou sem pacote", completou Cotta.
(Por Roberto Samora)
23 de janeiro, 2007

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