28 dezembro, 2006

Economia: o ano dos grandes negócios

Confira aqui os principais fatos de economia e negócios

A compra da mineradora canadense Inco pela brasileira Vale do Rio Doce (na foto, o presidente da Vale, Roger Agnelli, e o presidente da Inco trocam camisas das seleções de futebol) deu o tom de 2006 para as empresas brasileiras: foi um ano de grandes negócios. Em março, o Bradesco comprou a operadora de cartões American Express. Um mês depois, o Itaú anunciaria a compra do Bank Boston. A onda de compras e fusões não deixou de fora nem o mercado de internet, que voltou aos (bons) velhos tempos da bolha com a união dos maiores sites de comércio eletrônicos do país, o Submarino e a Americanas.com (isso sem contar a compra do YouTube pelo Google). Houve, no entanto, percalços para algumas companhias. O pior deles enfrentado pela Petrobras, que teve suas refinarias na Bolívia confiscadas pelo governo de Evo Morales.

No cenário econômico - com exceção do fraco desempenho do PIB nacional -, o balanço é positivo. Mesmo que o governo tenha perdido seu mentor da política econômica, o ministro da Fazenda Antonio Palocci. O dólar barato derrubou a inflação, que chegou no final do ano na casa dos 3%. Com isso, o juro básico da economia chegou ao seu patamar mais baixo, 13,25%. Os bons ventos bateram no mercado de ações e no risco-país: a Bovespa bateu recorde de alta e o risco Brasil caiu abaixo dos 200 pontos pela primeira vez na história.
28 de dezembro, 2006