13 novembro, 2006

Em reduto tucano, Aldo defende "bom senso" para acabar com guerra fiscal

FELIPE NEVES
da Folha Online

O presidente em exercício, Aldo Rebelo (PC do B-SP), defendeu nesta segunda-feira que tanto o governo como a oposição devem ter bom senso para acabar com a guerra fiscal entre os Estados.

Segundo ele, o fim da disputa fiscal "é importante para São Paulo e para o Brasil e para a redução da carga tributária".

Em palestra na Fundação Mário Covas --com a presença de várias lideranças do PSDB--, Aldo afirmou que o fim da guerra fiscal passa por um pacto "justo" entre os Estados. "Só alcançaremos uma solução de equilíbrio pelo pacto federativo que dê a Cezar o que é de Cezar e a Deus o que é de Deus."

Questionado sobre a atitude da oposição, ele elogiou o PSDB, que, segundo ele, "teve um papel muito importante, muito construtivo na solução da guerra fiscal no Brasil". Ele deu como exemplo o fato de São Paulo --que foi administrado por tucanos e agora por pefelistas-- ter aceitado a mudança no critério de cobrança do ICMS reivindicado pelo Nordeste.

Sobre o segundo mandato de Lula, Aldo acredita que não terá problemas para aprovar matérias de interesse nacional. "Fazer oposição não significa fazer oposição de interesse do país ou da população. Acho que o PSDB tem lideranças maduras, capazes e que compreendem esses princípios e essa relação."

Apesar dos elogios, ele evitou comentar a postura do PSDB e da oposição durante o primeiro mandato petista.

A palestra de hoje foi o primeiro evento de Aldo como presidente em exercício. Ele assumiu o posto ontem com a viagem do presidente Luiz Inácio Lula da Silva a Venezuela. Como o vice José Alencar está nos Estados Unidos para fazer uma cirurgia, coube a Aldo assuir interinamente a Presidência.
13 de novembro, 2006