16 novembro, 2006

AMEAÇAS E BRUXARIAS AGUARDAM BUSH EM SUA VISITA À INDONÉSIA
O presidente dos EUA é esperado na Indonésia na segunda-feira (20) como parte da viagem que também inclui Cingapura e Vietnã.

JACARTA - Ameaças de líderes religiosos extremistas e bruxarias com serpentes aguardam o presidente americano George W. Bush na Indonésia, país que visitará na segunda-feira (20) como parte de uma viagem que também inclui Cingapura e Vietnã.

Um conhecido bruxo indonésio, Ki Gendeng Pamungkas, lançou uma maldição contra Bush na cidade de Bogor, perto de Jacarta.

Este praticante de magia negra sacrificou um corvo, uma serpente e uma cabra, e misturou seu sangue com brócolis e açúcar. Pamungkas jogou a mistura no rosto com e depois dirigiu suas preces a "Satã, que provocará catástrofes durante a visita de Bush".

"Minha bruxaria o fará inchar-se como um brócolis. Bush se sentirá incômodo durante sua visita. Seus homens se tornarão paranóicos e pensarão que seu presidente foi atacado. Haverá fortes chuvas e relâmpagos", antecipou.

O bruxo disse que recorreu a um ritual vodu haitiano contra Bush "porque é um ocidental e a magia negra indonésia não funciona contra estrangeiros".

A Indonésia é o país com maior número de muçulmanos do mundo. No total, 90% de seus 220 milhões de habitantes afirmam pertencer ao Islã. A grande maioria da opinião pública se opõe ao apoio americano a Israel e à invasão do Iraque.

O Islã contra Bush
O líder islamita radical da Indonésia Abu Bakar Bashir exigiu nesta quinta-feira (16) o cancelamento da visita do chefe de Estado americano.

"Bush é excelente na arte de aparentar e tem muito pouca ética. Sua visita está certamente motivada por seu próprio interesse ou de seu grupo", declarou o islamita, que tem muita influência sobre parte dos fundamentalistas muçulmanos indonésios.

Abu Bakar Bashir passou quase 26 meses na prisão depois de ter sido declarado culpado de envolvimento nos atentados de Bali de 2002, embora sempre tenha negado qualquer participação no ataque. Ele alega ser perseguido por sua oposição à política americana.

O líder muçulmano convocou manifestações contra Bush e pediu a Jacarta o rompimento das relações com Washington. Também denunciou que o presidente americano "matou centenas de milhares de muçulmanos".

16 de novembro, 2006