Ambientalistas se mobilizam pelo Rio dos Sinos
Acontece nesta quinta-feira (26/10), a partir da 11h da manhã na BR 116 próximo a rodoviária de São Leopoldo, RS, o Manifesto pela Vida no Rio dos Sinos.
São Leopoldo, RS - Organizado por entidades ambientalistas como a União Protetora do Ambiente Natural (UPAN) de São Leopoldo, Movimento Roessler de Novo Hamburgo e Diretórios Acadêmicos da Unisinos, o manifesto ocorrerá na BR 116, onde os manifestantes pretendem parar o trânsito da auto-estrada por cinco minutos.
Os organizadores pretendem, com esta ação direta, chamar a atenção da população para exigir medidas e ações concretas do poder público, já que o esgoto doméstico é o principal fator de poluição do Rio dos Sinos.
A morte recente de um milhão de peixes, aponta que a falta de oxigênio na água está no seu limite. Ainda nesta semana, mais peixes apareceram mortos no rio dos Sinos.
Segundo os organizadores da manifestação, esta realidade já vinha sendo denunciada pelas entidades ambientalistas há muitos anos. Para eles, a inoperância das autoridades competentes, também é responsável pela atual situação em que se encontra o Rio dos Sinos. Leia abaixo, a carta formulada pelos manifestantes:
MANIFESTO PELA VIDA NO RIO DOS SINOS
Nós, cidadãos preocupados com a qualidade do Rio dos Sinos, reunidos após mais um desastre
ambiental, no rio que sofre o descaso de mais de um milhão de pessoas, viemos a público para manifestar
nossa indignação e dizer que QUEREMOS NOSSO RIO VIVO, E NÃO TRANSFORMADO EM UMA VALA DE ESGOTO!
Segundo o CONAMA Conselho Nacional de Meio Ambiente, as águas dos rios são classificadas em 5 categorias, de 0 a 4; estando o Rio dos Sinos, em seu trecho inferior, na pior delas Classe 4. A água desta classe nem poderia ser consumida pela população, mesmo com tratamento, pois causa riscos à nossa saúde. Exigimos, como cidadãos diretamente afetados pelo descaso das autoridades, ações imediatas para que a qualidade das águas do Rio dos Sinos em seu trecho inferior retorne para, no mínimo, a Classe 3.
Exigimos também:
· a fiscalização eficiente sobre o setor industrial e imobiliário, por parte dos governos, através dos órgãos municipais e estaduais de meio ambiente;
· a imediata implantação, pelo governo do estado, da Agência de Bacia Hidrográfica dos Sinos;
· a ampliação e reforço dos mecanismos de controle social sobre as ações do estado e das indústrias, desburocratizando os conselhos e fóruns de participação pública, visando o engajamento efetivo da sociedade civil nas decisões de políticas públicas no setor ambiental e na aplicação dos recursos na bacia;
· que no licenciamento ambiental de qualquer nova atividade de grande e médio impacto sobre os recursos hídricos da bacia seja ouvido o Comitesinos, tendo esse poder de decisão sobre a implantação/restrição da atividade;
· a adoção de programas de recuperação das áreas verdes nativas ao longo de corpos da água, e o incentivo financeiro ao proprietários que preservem as áreas úmidas (banhados);
· a formulação de metas claras e factíveis de implantação/ampliação do sistema de tratamento de esgotos cloacais na bacia, pelos governos federal, estadual e municipal, contendo fontes de financiamento, planos de aplicação de recursos, medidas de acompanhamento, prazos de execução, e punições a quem não os cumprir.
Queremos construir juntos um modelo de vida construtivo e responsável, que respeite os limites da Natureza de absorver poluição e produzir bens materiais.
QUEREMOS NOSSO RIO VIVO!
UPAN – São LeopoldoMovimento Roessler – Novo Hamburgo CALBIO Unisinos DAGAMBI Unisinos DCE Unisinos
Para assinar envie um email para: rio_dos_sinos_vivo@yahoo.com.br
26 DE OUTUBRO, 2006

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