23 agosto, 2006

A BACIA AMAZÔNICA INVADIDA
A Bacia Amazônica é formada por pequenos e grandes rios, aproximando o seu povo de novas descobertas científicas e tecnológicas nas áreas da saúde, transporte náutico, agricultura, pesca, segurança, educação e da era digital. Viver bem na Amazônia é respeitar suas diferenças acerca do conhecimento popular e, também, do científico em tempo real, usando o bom senso para atender as necessidades de uma sociedade moderna consumista na floresta, tornando-se comum a navegação de navios ligando desenvolvimento de última geração na comunicação das hidrovias do Amapá, evitando grandes acidentes marítimos e perda humana.

Na Bacia Amazônica existem diariamente mais de 50 navios transportando 80% de matérias primas e produtos industrializados, atendendo à demanda globalizada. A globalização da navegação nas águas do Rio Amazonas e os oceanos deixam os órgãos e os ambientalistas preocupados com a chamada Água de Lastro e as Espécies Exóticas trazida nos navios vazios dos portos de origem.
O Amapá é porta de entrada e saída de todos os navios da região Norte do Brasil, deixando as autoridades brasileiras em alerta máximo. Com relação a água de lastro derramada no rio Amazonas, em frente à cidade de Macapá – a única banhada à margem esquerda, com mais de 350 mil habitantes – o Estado do Amapá está sendo monitorado e fiscalizado 24 horas, durante os 365 dias do ano pela Capitania dos Portos, Polícia Federal e ANVISA (Agência Nacional de Vigilância Sanitária), no cumprimento das constituições Federal e Estadual na defesa das águas do Amazonas.
O Brasil ainda não descobriu em laboratório um predador para combater e acabar de vez com os vírus, bactérias, algas tóxicas, mexilhão dourado e minhoca do mar trazidos na água de lastro nos porões.

A água de lastro, utilizada em navios de carga como contra-peso para que as embarcações mantenham a estabilidade e a integridade estrutural, é transportada de um país ao outro, e pode disseminar espécies "alienígenas" potencialmente perigosas e daninhas.
Algumas das espécies exóticas se tornaram pragas em países distantes de seus hábitats naturais, podendo alterar o equilíbrio ecológico local, e causar impactos negativos na pesca, na aqüicultura e em outras atividades econômicas. Isto ocorre porque em novos ambientes, alguns organismos ficam livres dos predadores naturais, e em condições favoráveis acabam dominando a fauna local.
A Organização Marítima Internacional da ONU estima que em 1939, 497 espécies exóticas haviam sido introduzidas em ecossistemas de todo o mundo. Entre 1980 e 1998, esse número subiu para 2.214 espécies. Um bom exemplo de organismo exótico que foi transportado pelos ambientes costeiros de todo mundo é o vibrião colérico, que foi um grande problema nas décadas de 70 e 80, que ainda afeta a Índia. Outro invasor conhecido é o mexilhão zebra (Dreissena polymopha) introduzido nos Grandes Lagos nos Estados Unidos. Hoje, esta espécie infesta mais de 40% das águas continentais americanas e causa impactos econômicos severos, principalmente para os setores elétrico e industrial, pois este molusco coloniza massivamente os encanamentos e as passagens de água.
Para se ter idéia da gravidade dos problemas com espécies exóticas, estima-se que somente os Estados Unidos tem o prejuízo de 138 milhões de dólares por ano, incluindo-se os prejuízos e gastos com controles de espécies exóticas aquáticas e terrestres.
A maré vermelha que ocorreu em Guaraqueçaba, litoral do Paraná, causando mortandade de peixes e causando sérios problemas para a população local, foi causada por algumas espécies de microalgas exóticas. Embora não existam evidências, é provável que estas espécies tenham alcançado nossos ambientes através da água de lastro.
Curiosidades:
· Um cargueiro com capacidade de 200.000 toneladas pode carregar mais de 60.000 toneladas de água de lastro
· Todos os navios cargueiros necessitam da água de lastro e não existem produtos substitutos para o lastre amento
· A OMI estima que 12 bilhões de toneladas de água de lastro são transportadas anualmente ao redor do mundo
· A OMI estima que cerca de 4.500 espécies são transportadas pela água de lastro pela frota mundial a qualquer momento
· A cada 9 semanas uma espécie marinha invade um novo ambiente em algum lugar do globo
· As espécies marinhas exóticas são consideradas uma das quatro ameaças aos nossos oceanos.
BÔSCO BRASIL
UM ABRAÇO, BRASIL!
ATÉ JÁ
23 AGOSTO 2006

1 Comments:

Anonymous Fábio Ibrahin said...

Olá Bosco Brasil,

Meu nome é Fábio Ibrahin e sou pesquisador mestrando da UNIFAP em Direito Ambiental e minha pesquisa versa sobre a água de lastro. Assim gostaria de saber se vc possui mais dados sobre a águade lastro aqui no Estado do Amapá e algum material sobre o Fundeadouro da Fazendinha. Sua colaboração seria de grande valia para minha pesquisa. Desde já agradeço.
Meu e-mail é fabioibr@terra.com.br .Desde já agradeço. Fábio Ibrahin

3:04 PM  

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